domingo, 31 de janeiro de 2016

¿Sería Siria el próximo de la serie?

Siria tiene 22 millones de habitantes, la mayoría habla árabe y profesa la religión islámica. Existen varias etnias: Asiria, Armenia, Turca y Kurda, además de muchos refugiados palestinos, pero la mayor etnia es representada por los Sunitas. Los musulmanes que no son Sunitas componen las etnias  Alauitas y Chiitas. Los Chiitas como Bashar Al-Assad representan menos de 13% de la población.

Bashar Hafez Al-Assad era visto por la comunidad internacional como un potencial reformador. Entre las principales reformas: Siria tiene su propio banco central que sirve a los intereses del pueblo y no a los intereses de los banqueros globales; tiene importantes reservas de petróleo y gas (las reservas de petróleo son de aproximadamente dos mil quinientos millones de barriles) colabora con Irán en la construcción de un enorme oleoducto; Siria prohibió los alimentos genéticamente modificados; Siria no mantiene deudas con el FMI; los debates sociales se hacen abiertamente y el mundo académico Sirio sabe perfectamente que el poder mundial no está en la Casa Blanca, pero sí en el consejo Builderberg (Club Builderberg), en la Comisión Trilateral (Trilateral Commission), en El Foro Económico Mundial (World Economic Forum), en el Instituto Real de Londres para asuntos internacionales y evidentemente en la sociedad americana.

La localización de Siria es muy privilegiada, (contiene un tercio de las reservas de petróleo del mundo), esta región ha estado en toda su historia bajo el dominio de algún imperio: Persa, Griego, Romano, islámico. Se acuerdan de las Cruzadas? (1095-1291).  Fueron los europeos cristianos, impulsados por el papa, tentando recuperar esta zona. (Fue a partir de allí que surgió el capitalismo) Los últimos en llegar fueron los turcos (que não llegaran de la Turquía pero de muy lejos de Asia junto que Gengis Khan), lo conquistan todo y fundan el imperio Otomano (el imperio Otomano se queda allí 600 años hasta la primera guerra mundial). Después de la primera guerra mundial aparecen pequeños países donde antes estaba el imperio Otomano.

La primavera árabe llegó tarde en Siria, (Marzo de 2011) pero llegó con fuerza y los ciudadanos salieron a las calles a pedir cambios a  Al-Assad, que administraba el país con mano de hierro, Las protestas pasaron a ser reprimidas con mucha violencia y el gobierno de Al-Assad fue acusado de usar gas sarín contra los manifestantes. Miembros del ejército sirio se rebelaron contra el gobierno y fundaron el Ejército Libre Sirio FSA (Freedom Sirian Army).

El país es abandonado a su suerte por la comunidad internacional y entran en escena  el frente Al Nusra (Al Qaeda) y el Estado Islámico. También se configuran otros grupos como los Kurdos y el frente islámico, entre otros de menor fuerza.

La coalición internacional (EEUU, países del golfo, Arabia Saudí, Qatar, Turquía, Francia, Canadá, Australia etc.) solamente entro en la lucha en Junio de 2014, después de una fuerte ofensiva del Estado Islámico. La coalición apoya con armas y entrenamientos a grupos rebeldes Suníes. (Estos grupos usan armas modernas y también operan con el misterioso mísil Tow, de fabricación exclusiva de los Estados Unidos).

Durante todo el año de 2015 Al-Assad sufrió muchas bajas y Vladimir Putin empezó a brindar ayuda a Siria. El objetivo de Rusia, además de marcar presencia en la región, es crear un área de protección alrededor de la base naval de Tartus, herencia de la época soviética. El gobierno de Damasco también es apoyado por China y por Irán, (cuenta también con el apoyo del grupo terrorista Hezbollah).

Caso Al-Assad sea depuesto, existirá más violencia en la región porque los grupos que luchan contra el gobierno de Al-Assad entrarían en conflicto entre ellos (Incluyendo el Estado Islámico) para definir quién debe comandar el país.


Existe una solución negociada que sería la división del país. Este plan es obra de Henry Kissinger (1973) que plantea una división por sectas en oriente Medio. En el caso de Siria el país sería dividido en tres regiones: Alauí, Suní y Kurda. En este caso Damasco afianzaría el corredor hacia el Mediterráneo. Pero independientemente de Al-Assad ser depuesto, tarde o temprano Siria tendrá un nuevo mapa.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Por que não me ufano (do meu pais)

Há mais de um século o conde monarquista Afonso Celso escreveu o livro “Por que me ufano do meu pais”. Nele o conde defendia a superioridade do Brasil: grandeza territorial, clima ameno, beleza natural, mistura racial, boa índole. O conde apresentou mais de 10 motivos para a superioridade do nosso pais em relação aos outros.

Mal sabia o conde Afonso Celso que alguns dos seus ufanismos continham algumas inverdades, ou por força das circunstâncias alguns vieram a tornar-se inverdades. Lí muito Daniel Piza e com ele aprendi a não ter orgulho nacionalista. Tenho engulho do Brasil em vez de orgulho.

O Brasil vai mal. A era Lula (2003-2010) ou melhor, o Lulismo Tucanado foi marcado por melhorias sociais, (graças à herança deixada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso) e marcado também por escândalos de corrupção (herdados de um mestre da manipulação, o próprio Lula).

O filósofo politico e autor do livro “O Príncipe” Niccolo Machiavelli (1469-1527) foi superado por Lula sem nunca ter lido um livro na sua vida. Maquiavélicos não precisam ler livros para adquirir o talento da falsidade, calculismo, conivência e manipulação.

Lula trabalhou muito para deixar no governo a guerrilheira Dilma, beirando a arrogância, com a casca de mulher de ferro, vestida à Marta Suplicy. Teria que ser uma mulher que o substituisse no governo para poder impor um controle machista sobre os destinos do governo, com o objetivo de voltar ao poder em 2018. (Os ditadores estão de volta com nova roupagem). Na prática Lula governa este país desde 2003.

No primeiro mandato do governo Lula os escândalos de corrupção mancharam a imagem do PT (Partido dos Trabalhadores) a partir desses escândalos o congresso se deteriorou até o ponto de ser hoje a instituição com a menor credibilidade entre os brasileiros e o partido dos trabalhadores com a imagem nem sequer valendo aquilo que o gato enterra.

No cenário internacional o comportamento de Lula sempre foi além do bem e do mal. Deu apoio a governos autocratas (Chávez) e teocratas (Ahmadinejad), teve descaso com o comércio com os Estados Unidos bem como diversas opiniões comprometedoras e gafes no âmbito internacional.

Estas poucas linhas enfatizando aspectos do governo Lula servem para concluir que a direção que o governo de Dilma trilhou, é exatamente o que Lula determinou. Nunca vi na imprensa brasileira algum artigo que ventilasse este aspecto dos cordéis manipuladores empenhados em governar este pais através da fantoche Dilma.

O Brasil vai mal. Depois do Brasil perder o grau de investimento na classificação de crédito  da Standar and Poor’s em 09/09/2015;  depois do Brasil perder o grau de investimento pela agência de classificação de risco  Fitch ratings, em 16/12/2015; depois de todas as denúncias de corrupção envolvendo parlamentares e políticos; depois de todas as artimanhas elaboradas pelo governo para camuflar o déficit orçamentário; depois da crise política que ficou sem controle, entre outros fatores, somente podemos esperar que o ano de 2016 seja um desastre do ponto de vista econômico e social.


Desastre que fica maior se visto pelas lentes do desemprego, da paralisia, da recessão. A economia não aceita subterfugios, artimanhas, artificialismos. A economia não perdoa, a economia tem que ser respeitada.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Considerações sobre as agências de classificação de risco.


Agências de classificação de risco são entidades que qualificam produtos financeiros ou ativos, avaliam e atribuem notas a empresas, bancos e governos segundo o grau de risco de que não paguem suas dívidas no prazo determinado. As classificações dos governos são chamadas de Risco Soberano.

Os investidores analisam classificações de risco antes de decidir em que tipo de produto eles vão investir o seu dinheiro. Uma classificação pode variar de AAA a BBB- sendo a primeira a que indica que um produto tem uma performance excelente e a segunda  indica que o investimento é arriscado.

O Brasil foi rebaixado duas veces este ano por duas agencias de classificação de risco.

Nenhum economista no Brasil, nenhuma entidade de análise de investimentos, nem mesmo o próprio governo questionou que critérios foram utilizados pelas agências de classificação de risco para chegar a esse resultado.

Essas classificações afetam a vida de todos nós. Se um país é rabaixado por uma agência de classificação de risco, o país tem que pagar mais para tomar dinheiro emprestado no mercado internacional, isso afeta cada um de nós como cidadãos e como contribuintes porque terémos que pagar mais para tomar emprestado.

O mercado de classificação de risco é dominado atualmente por três grandes companhias Standard & Poor’s, Fitch ratings e Moodys’s Investor Services. (Agências com sede nos Estados Unidos). Sabemos que sempre que há uma concentração de mercado não existe competição de verdade, não existe incentivo para melhorar a qualidade do produto. Temos que lembrar que as agências de classificação de risco contribuíram para o colapso da economia global.

As três agências estiveram sob suspeita na crise financeira global de 2007-2009 por favorecer instituições financeiras insolventes, entre elas Lehman Brothers e os titulos Subprime.

As empresas e governos estão pagando pelas suas próprias classificações e isto cria um conflito de interesses, além disso as agências de classificação de risco não são transparentes, elas não divulgam a forma como elaboram as suas classificações, está na hora de mudar isso porque essas classificações deveriam ser um bem público, transparentes, acessíveis e disponíveis para todos sem nenhum custo.

Agências de classificação de risco teriam que ser agências Internacionais e não europeias nem americanas, teriam que ser sem fins lucrativos, ter uma governança transparente, assim como transparentes teriam que ser os indicadores e a metodologia e incluir todos os interesses da sociedade; teriam ainda que utilizar componentes amplos quando se trate de classificação de risco soberano, considerar as economias emergentes de forma igualitária além de tornar públicas todas as suas classificações.


Está na hora de termos um novo e mais inclusivo sistema financeiro mundial, está na hora de criar a concorrência para as três grandes agências de risco que estão sozinhas no mercado.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

La latinoamericanización de Estados Unidos

Es común escribir sobre los latinos en los Estados Unidos, sobre los más diversos aspectos, pero no es común escribir ni leer sobre el potencial que la populación latina tiene, como para cambiar la face de la sociedad americana. Hay que tener en cuenta que la estructura de la sociedad americana es sólida y continuará siempre así; con as sus instituciones firmes, con sus leyes siendo respetadas y su lingua, el inglés, hablada por todos.

En la mejor descricción, para la sociedad norteamericana, todo latino es un mejicano que trabaja en el sector de servicios, en las funciones menos calificadas y mal remuneradas; funciones que la populación nacional no se interessa en ocupar. En la medida que el tiempo pasa la populación latina mejora sus condiciones sociales porque las generaciones siguientes se incorporan al sistema educativo. Eso se refleja en mejores oportunidades de trabajo.

El crescimiento de la populación latina en los Estados Unidos a partir de 1970 viene transformando la face de esta nación tradicionalmente considerada del tipo blanco europeo. La minoria mayoritária de los latinos en los Estados Unidos ha reformulado este perfil étnico, no solamente con el flujo migratório, pero también con altas tasas de natalidad.

El crescimento cuantitativo exponencial y el progreso en la capacidade adquisitiva transforma los latinos en un mercado real de consumo de extraordinárias proporciones; en el año 2010 la capacidade adquisitiva de los latinos giraba alrededor de um trillón de dólares. Sin considerar que los latinos en épocas de campaña propagandista electoral se vuelven objeto de deseo, más visibles e importantes.

Dentro de pocos años la populación latina en los Estados Unidos tendrá en sus manos buena parcela del poder económico, político y social al punto de influenciar decisiones importantes de carácter nacional. (en la medida de los posible esto ya hace parte de la realidad), pero aún siendo una buena parcela de electores, contribuyentes y electores, en el transcurso de esa caminada continuarán a enfrentar la segregación, los preconceptos y el total desconocimiento por parte de la sociedad americana de las diferencias culturales y tradiciones, lo que los reduce a una sociedad homogenea y esa idea simplificada de ninguna forma corresponde a la realidad.


(“Para ser un buen racista hay que saber cual, entre el blanco y el negro, es el negativo”)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

El Salvador: una sociedad enferma

El Salvador, a ejemplo de otros países de América Latina, también sufre con el descolorir de la mala tinta democrática con la cual pintó sus instituciones, ahora peladas por la falta de decoro parlamentar de sus políticos. El Estandarte de la democracia allí practicada, nada más es que un pedazo de paño de cocina remendado.

Lo que percibimos son conductas de corrupción, nombramientos de familiares, amigos y correligionários que forman parte de la gran fiesta de la casa de putas que se armó. (Malas palabras son: hambre, violencia, corrupción, desempleo) Lo que percibimos es el uso indebido de recursos públicos, hecho que requiere la presencia de una Comisión Internacional contra la impunidad. De igual forma como fue realizada en Guatemala.

Los ciudadanos salvadoreños por tradición não tienen capacidad de respeto mutuo, de entendimiento, de comprensión; siempre inmersos en un clima de confrontación personal, político, religioso, ideológico, social, económico, que los deja mas vulnerables, inclusive para la práctica de la violación de los derechos humanos, por los cuerpos de seguridad.

Todos los factores antes mencionados son insultantes, pero los salvadoreños continuan siendo como perros mal educados contentos con su ración miserable. Para cambiar la sociedad salvadoreña se hace necesário haber profundas reformas políticas, sociais y una transformación radical de la cultura pinche que allí está. Es necesário un cambio total de paradigma; una cultura civilizadora que priorize el despertar de la consciencia individual, para tener la capacidad del despertar de la consciencia colectiva.

No se puede tratar la violencia que el país enfrenta con más violencia. No se puede tratar la violencia como apenas un caso de policia. Aumentar los impuestos de telecomunicaciones para combatir la violencia solamente llevará al atraso tecnológico, pero nunca siquiera reduzirá la violencia.

El problema es de ámbito sociológico y no exclusivamente policial.

(La SIGET estudia una reducción en las tarifas de telefonia que entrará en vigor desde 1 de Noviembre, al mismo tiempo que estudia un aumento de tarifas de telefonia).


("Un pobre diablo sin instrucción roba una cartera, pero ese  mismo diablo con grado superior puede dirigir la cartera de Comércio Exterior")

domingo, 19 de outubro de 2014

É bola, ébola ou ebola?

As três formas estariam corretas se considerarmos que a forma  ébola é usada em Portugal e lê-se com a tónica no /é/ enquanto a forma ebola é usada no Brasil e pronuncia-se com a tónica no /ó/. A primeira forma sintetiza o comportamento da doença, (é uma bola) isto porque os meios de comunicação do mundo estão empenhados em difundir o conceito da doença e por extensão dominar a imaginação do público. Os telejornais, jornais, revistas e outros meios de comunicação são condutores de essa histeria.

Thomas Eric Duncan, este é nome do liberiano que foi a primeira pessoa a morrer de ebola no solo americano, mas esta morte é o resultado de uma doença americana antiga chamada: Xenofobia.  
A morte de Duncan poderia ter sido evitada caso este no fosse um homem negro. Ele simplesmente não foi transferido para o hospital donde outros pacientes de ebola foram atendidos com sucesso, estes eram homens brancos.

Esse é o resultado da reação contra imigrantes de pele escura. Outro nome que surgiu sobre essa doença nos Estados Unidos foi  “Obola”  e  retrata uma manifestação do ódio dos políticos conservadores contra o presidente Obama, por suas origens quenianas. Se o trocadilho não combina muito pelo menos associa o nome do presidente com a mortal, infecciosa doença de origem africano.

Isto não surpreende o mundo porque os imigrantes foram sempre vistos como portadores de pestes e doenças. Crianças imigrantes foram impedidas de entrar nos Estados Unidos porque as autoridades acusavam a falta de vacina de estas crianças.

Nos estados unidos existe uma doença infecciosa chamada EV-D68 (doença respiratória) esta doença já matou muitas crianças, não existe uma vacina para esta doença e o número de infecções e mortes já superam em muito o ebola. Isto não é divulgado pelos meios de comunicação.

Existe um movimento anti-vacinação em Estados Unidos que pode ser uma ameaça maior para a saúde pública do que o ebola.

A grande crise de ebola na África ocidental poderia ter sido evitada caso os fundamentalistas do livre mercado tivessem algum interesse em fabricar a vacina. Em outras palavras, era economicamente inviável produzir a vacina porque não haveria mercado para ela. A doença também se alastrou devido á pobreza e ás condições climáticas.


É conveniente a mídia divulgar a situação do estrangeiro negro doente para distrair-nos de um mal maior que acomete o mundo: A Globalização. (Ou seria Capitalismo?).

sexta-feira, 29 de março de 2013

Marxismo, capitalismo, catolicismo e o último papa de Nietzsche.


O marxismo, aquela ideologia ateísta, que fez da história o seu Deus, foi utilizada pelo débil mental  Stalin para cometer crimes bárbaros. Da mesma forma foi utilizada a ideologia marxista nas massacres da revolução cultural da China pelo diminuto Mao Tsé-Tung.

O catolicismo não ficou atrás e em nome da religião católica cometeu crimes bárbaros e horrendas injustiças na inquisição.

O capitalismo por sua vez, em nome da democracia, tem massacrado povos, feito invasões descabidas, sustentado ditaduras sangrentas e tem sido perverso com a maior parte dos habitantes deste planeta. A globo-colonização, fruto do capitalismo, ha fracassado para dois terços da humanidade.

Não é salutar confundir o marxismo com os seguidores que se valeram dele para acabar com a liberdade religiosa e difundir o pânico e o terror. Como não é salutar confundir o catolicismo com a inquisição. O Catolicismo ainda poderia ser associado à pedofilia, um capítulo penoso para a igreja católica, mas afortunadamente, no momento, isto não é posto abertamente em julgamento. Não devemos confundir a democracia com o capitalismo. A ideologia neoliberal incrustrada na consciência das pessoas as leva a acreditar que a democracia é o maior troféu do capitalismo.

O mundo precisa repensar o capitalismo, como precisa voltar para marx para entender o que de fato é o marxismo, e ainda precisa estudar profundamente os evangélios para entender melhor a história do cristianismo. A diferença entre eles é que o marxismo se fortaleceu  porque tornou-se um parâmetro importante para poder avaliar o capitalismo, o marxismo é motivo de discussão nas universidades do planeta,  as suas idéias são valiosas para muitos partidos políticos. O capitalismo está falido e o cristianismo tem sofrido desgaste por uma série de problemas.

A pedofilia, a corrupção, as intrigas do clérigo, bispos, cardeais e sacerdotes mulherengos, todos estes problemas não são novidade, existem há milhares de anos e não é o motivo para o barco da igreja católica afundar. Muitos ventos fortes, tempestades e mares agitados o vaticano enfrentou no decorrer da história, nada avala a instituição que é acostumada a pensar em termos de milênios.

A renúncia de Bento XVI não é devida a todos este problemas e nem à sua idade e nem à sua saúde, mas diz respeito a uma outra questão muito essencial. O doutor Joseph Ratzinger, especialista em história do cristianismo, não desconhece os resultados da pesquisa histórica. Ele passou os últimos oito anos, tempo que durou o seu papado, escrevendo e pesquisando sobre Jesús Cristo. Um homem culto como Ratzinger não pode enganar a si mesmo e acreditar nas histórias bíblicas

Joseph Ratzinger sabe muito bem que Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio, são invenções e que ainda existem as construções míticas como o nascimento de Jesus, a concepção virginal, e até mesmo a própria ressurreição. Não é fácil remediar tal acontecimento, como não é fácil lidar com uma crença que subsiste intacta há dois milênios.

Assim aconteceu com o velho papa ex-Ausser Dienst, o “último papa” de que Nietzsche fala profeticamente, o qual perdeu a fé em Deus.  Muitas razões Joseph Ratzinger teve para se despedir com dignidade, humildade e serenidade, devido à sua fé sem ser crença, mas uma fé firmemente fundamentada no conhecimento, no saber.

O catolicismo e o capitalismo,  não correspondem mais à realidade, é necessário redesenhá-los com as regras do jogo verdadeiras e com ética. As idéias de Karl Marx estão vivas!